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December 25 Não Estou... Eu não estou, no Natal
( Mateus,25-31a46 )
Não me procures na Noite Santa
Se me esqueceste em todas as outras.
Nos dias idos,
Tive fome
E não me deste de comer,
Tive sede
E não me deste de beber,
Dormi ao relento
E não me acolheste,
Estive nu
E não me vestiste
Achei-me enfermo
E não me visitaste
Estive deprimido
E não me deste alento...
O Homem é maior do que as convenções
E,diferente de como pensas,
As "lembrancinhas",grandes ou pequenas,
Os presentes mais valiosos
De nada valem sem o invólucro do Amor.
Se me esqueceste nos dias idos,
Não me procures na Noite Santa!
Amílcar Lobo
December 14 Um poema de Florbela Espanca
December 09 Cecília Meireles
December 05 A Didáxis do Natal
A Didáxis do Natal
Os grandes mestres já trazem a vocação de ensinar ao nascer. E por isso costumam ensinar desde cedo. Jesus, ainda menino, quando os outros estão aprendendo, ensinava aos doutores do Templo em Jerusalém. Fatos semelhantes ocorreram com muitas criaturas geniais em todo mundo. Mas não há registro positivo de alguém que fizesse de toda a sua vida, desde o ato de nascer até a morte, uma didaxis contínua, uma lição incessante. Este é um dos fatos que destacam o Mestre Supremo entre todos os mestres, que caracterizam o Gênio dos gênios. Gautama Buda era príncipe e nasceu num palácio. Viveu nos esplendores da corte até descobrir as dores do mundo. Mas Jesus escolher para berço a manjedoura. Nasceu na pobreza e na humildade. E assim viveu, para depois morrer na ignonímia. Aquele que devia salvar o mundo e redimir os homens fez-se o menor e o mais desprezado de todos. Seu nascimento foi a primeira lição que ele dava aos orgulhosos e poderosos da Terra. Depois ensinaria que não se necessita de títulos, de posições, de riqueza e de poder temporal para remover o mundo da órbita da ignorância. E por fim nos deu duas espantosas lições finais: a morte na cruz e o túmulo vazio, mostrando-nos que a injustiça eleva o justo e que a morte desaparece à luz da ressurreição. Mas o didaxis do Natal tem a sua simbologia. Foi a sua primeira parábola, não falada, mas vivida. O fato de Maria dar à luz em um estábulo não era estranho na Judéia do tempo. Os estábulos eram dependências da casa que podiam também servir às criaturas humanas, particularmente no inverno, quando o calor dos animais domésticos ajudava a aquecer o ambiente. Os estábulos de inverno eram geralmente montados em uma gruta, para que os animais ficassem mais defendidos nas noites gélidas. Os rigores do inverno obrigavam os homens a se fraternizarem com seus irmãos e servidores mais humildes, os animais domésticos. Nascendo assim em um estábulo Jesus não incidia em nenhuma excentricidade, mas dentro dos próprios costumes do povo, como faria em toda a sua vida, transmitiria aos homens a mais bela parábola. A criança entre as palhas da manjedoura era como a mônada celeste lançada no seio da matéria. Os animais que a cercavam ajudavam Maria a dar-lhe o calor do sangue e da carne. A centelha celeste era assim envolvida na ganga da encarnação terrestre, com os instintos animais da carne a prendê-la ao chão do mundo, mas com a ternura espiritual de Maria a fortalecê-la para a vitória do espírito. A visita dos Magos, relatada por Mateus, mostra-nos a sabedoria terrena curvando-se, reverente ante o saber celeste e prestando-lhe a sua homenagem. A fúria de Herodes o grande e de Jerusalém com ele revela-nos a hostilidade ciumenta dos grandes da Terra contra os verdadeiros emissários do Alto. A convocação dos principais sacerdotes e dos escribas do povo pelo rei alarmado é o incitamento dos poderes humanos contra os poderes divinos. Temos assim na didaxis do Natal, a primeira prova da legitimidade da missão de Jesus. Quando o Buda nasceu os jardins do palácio rebentaram em flores e perfume. Mas quando Jesus nasceu os anjos cantaram na fímbria do horizonte e os pastores se ajoelharam nos campos nevados, trêmulos de emoção, sem sentirem o frio do inverno. Não queremos desmerecer a grandeza espiritual do Buda e de outros grandes missionários espirituais, mas a didaxis do Natal nos lembra que o Messias judeu era realmente o Mestre dos Mestres, o professor por excelência. O Espiritismo encara os Evangelhos na sua realidade histórica, como textos inspirados mas de redação humana, sujeitos às influências culturais da época e do meio em que foram redigidos e também às condições pessoais de cada evangelista. Mas reconhece a legitimidade dos seus ensinos espirituais e morais e tem o mais profundo respeito pelo sentido alegórico de episódios como o do Natal. Por isso o Natal espírita não se reveste de formalidades exteriores, mas não deixa de considerar o sentido espiritual do grande evento cristão. Extraído do livro "O Infinito e o Finito",de J.Herculano Pires A invenção do casamentoCasamento
Em todas as civilizações e em todas as épocas homens e mulheres viraram maridos e esposas.Mas esqueça a imagem do casal apaixonado que decide viver feliz para sempre.Nas sociedades antigas o principal objetivo do casamento era manter a linha sucessória e o direto à propriedade. Ou seja: o casamento era um acerto,um ajuste,um contrato,uma aliança de interesses práticos.Os papéis de homens e mulheres eram bem definidos e diferentes,principalmente porque os maridos,em geral, tinham direito a várias esposas.
O casamento monogâmico é uma instituição que data dos primórdios da cultura judaico-cristã.Mesmo assim,durante séculos,os homens ainda puderam exercer o concubinato em paralelo ao casamento,sob o pretexto de prevenir os herdeiros.A monogamia matrimonial só começou a ser adotada de fato naIdade Média,com a ajuda da Igreja Católica.E ganhou impulso quando o casamento foi elevado à condição de santo sacramento,no século 12.Para os historiadoresessa foi uma tentativa de disciplinar o comportamento sexual.Hoje,casamento é sinônimo de troca de alianças e vestido branco.mas esse modelo de cerimônia é recente:definiu-se no século 19, graças à rainha Vitória, da Ingaterra,conhecida pelo puritanismo.Foi depois de seu casamentp que as noivas passaram a entrar na igreja vestidas de branco,simbolizando pureza.O amor(como motivação para o matrimônio) e o casamento românticos nasceram a partir daí...
Texto adaptado de "101 idéias que mudaram a Humanidade"revista Superinteressante.
December 02 Jesus- nos textos apócrifos.JESUS nos textos apócrifos
SENTADO NUM RAIO DE SOL
"Um dia de inverno fazia um sol esplêndido,e um raio de sol incidiu na parede da casa de José.E por ali estavam os jovens da vizinhança correndo pela casa.Jesus montou o raio de sol e, colocando suas vestes em cima dele,sentou-se como se estivesse acomodado sobre uma firmíssima viga.Seus companheiros tentaram imitá-lo.Mas despencaram gritando:"Estamos nos fazendo em pedaços".E Jesus pôs-se a curar as lesões de todos os feridos soprando levemente nos lugares machucados"(Livro da Infância do Salvador)
RECOMPONDO VASOS QUEBRADOS
"Numa outra ocasião Maria disse ao se filho:"Olha,filho,vai à fonte de Gabriel,tira água e traga-a neste cântaro." E submisso às órdens da mãe,foi. E os meninos da sua idade seguiam-no para vê-lo,levando cada um o seu cântaro.Jesus jogou o seu cântaro contra uma rocha.Ao ver isso todos os demais fizewram a mesma coisa.Então sobreveio um tumulto e levantaram-se queixas,mas Jesus recolheu os fragmentos,recompôs os vasilhames e devolveu-os a cada um cheios de água."(Livro da Infância do Salvador)
PASSARINHOS DO BARRO
"Este menino Jesus,que na época tinha cinco anos,encontrava-se brincando no leito de um riacho,depois de haver chovido.Fez uma massa mole com o barro e com ela formou uma meia dúzia de passarinhos.Era então um sábado e havia outros meninos brincando com ele.José veio ao local e, ao vê-lo,ralhou com ele dizendo: por que fazes no sábado o que não é permitido fazer?Mas Jesus,batendo palmas,dirigiu-se às figurinhas ordenando-lhes: "Voai!"E os passarinhos foram todos embora gorgeando"(O Evangelho Pseudo-Tomé)
MORTE DE UM MENINO
"De outra feita,ele(Jesus) andava em meio ao povo e um rapaz que vinha correndo esbarrou em suas costas.Irritado,Jesus lhe disse:"Não prosseguirás teu caminho".E imediatamente o rapaz caiu morto. os pais do defunto,chegando a José,o interpelaram dizendo:"Com um filho como esse, de duas uma: ou podes viver com o povo ou tens de acostumálo a abençoar e não a amaldiçoar;pois causa a morte a nossos filhos." José chamou Jesus á parte e o admoestou.(Evangelho Pseudo- Tomé) .
PICADA DE COBRA
"Certa vez, José mandou seu filho Tiago juntar lenha e trazê-la para casa.O menino Jesus o acompanhou.Mas aconteceu que enquanto Tiago recolhia os gravetos,uma cobra picou-lhe a mão.Tendo caído no chão,ficou completamente largado e, estando para morrer, Jesus Cristo se aproximou e soprou a mordida.Imediatamente desapareceu a dor,a cobra explodiu e Tiago recobrou a saúde.(Evangelho Pseudo- Tomé)
As Igrejas cristãs não aceitam os evangelhos apócrifos como expressão da verdade.Os evangelhos canônicos(considerados genuinamente verdadeiros) são apenas: Mateus,Lucas,Marcos e João).
A propósito do Natal...É preciso redescobrir José,pai de Jesus.
Discrição
"Ele atravessou a vida envolto no manto da discrição.O mesmo ocorreu com sua imagem na história do cristianismo.Talvez por causa de todo esse mistério,foi criado em torno dele uma aura de encanto forte o suficiente para atrair milhões de admiradores nos dois milênios seguintes.Agora,com esses achados, seus devotos e o mundo cristão tem a chance de entender pelo menos parte desses enigmas."
Pai presente
"Não era um pai alienado e distante.Na verdade,mostrava-se adorável para Jesus. Ele O guiava e O tanqüilizava com beijos".
Carpinteiro
"O artesão,descendente de Davi,tinha uma oficina no páteo de casa.E que ali,entre pregos, martelos,rolos de barbante e cunha,Jesus teria iniciado na vida profissional.É dentro desse universo de trabalho, de mãos calosas,do suor do rosto,das canseiras cotidianas edo silêncio,que se desenrolou a vida anônima de José.Provavelmente,ele eJesus também teriam trabalhado no campo,no cultivo de plantas e legumes e no pastoreio de cabras,ovelhas e gado".
Sem registro
"Não há registros sobre a morte de José.Ele nasceu e morreu sob o manto do silêncio".
Família
São José,para os católicos,ortodoxos e anglicanos;José para as denominações evangélicas e outras correntes cristãs,é o patrono;oficial ,ou não, da família.
Revista ISTOÉ,19.4,2006
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